23 de novembro de 2016

Oi gente, tudo bem?
Hoje é dia da coluna “Escrevendo trechos”, e dessa vez o livro escolhido é um dos meus livros favoritos, Amor Amargo, é um livro que fala sobre violência doméstica, de uma forma tão incrível e tocante, que só de lembrar meus olhos já ficam marejados.
Confesso que foi um pouco difícil selecionar algumas frases para esse post, já que meu livro tá a maior parte marcado, mas tentei selecionar as melhores, espero que gostem...

Sinopse: Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado.
Até Cole aparecer.
Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto ta ali querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade...
Em um retrato realista de um relacionamento conturbado, a autora Jennifer Brown nos leva até o limite de nossos sentimentos.

“É que... gosto de você de verdade, Alex. Mas não admito dividi-la com mais ninguém.”

“No exato instante em que meus ouvidos captaram a palavra “namorada”, passei a não dar mais a menor bola para o fato de conseguir ou não ver alguma coisa. Eu, que nunca na vida tive um namorado de verdade, era, sabe-se lá como, namorada de Cole. Esse cara que, até o segundo encontro, nem sequer tinha tentado me beijar. Que era lindo e inteligente e talentoso e um astros dos esportes. Esse cara que me dava aulas de violão e que estava preocupado, sem que eu estivesse aberto à boca, que um estranho qualquer pudesse estar bloqueando minha visão. Esse que não parecia fazer nada além de prestar atenção em mim e se esforçar ao máximo para garantir que eu me sentisse importante.”

“Repassando a cena na cabeça, me senti no fundo do poço. Tentei descobrir onde é que tudo tinha dado errado. Era quase impossível de acreditar que, apenas vinte minutos antes, eu tinha andado de braços dados com os dois como fazíamos desde pequenos, convencida de que essa noite seria perfeita e de que eles passariam a gostar de Cole tanto quanto eu. Como Cole tinha sido capaz de atirar os papéis pela janela? Como tinha sido capaz de tratar Bethany daquele jeito? Tudo bem que não gostasse deles, mas sabia o quanto eram importantes para mim. Como tinha sido capaz de fazer aquilo?”

“Senti algo no pulso sair do lugar. Puxei o ar por entre os dentes, os joelhos dobrando ainda mais. Agora, não conseguia mais conter as lágrimas e, me censurando por isso, pisquei os olhos e deixei-as correr.”

“Eu ainda estava tentando pôr os pés no chão para me levantar quando, em um piscar de olhos, ele me agarrou pelos cabelos e me puxou para cima. Dei um berro. De algum modo, estava em pé, e sem nem sentir dor nos quadris ou no pulso por causa da nova do no couro cabeludo. Senti alguns fios de cabelo cedendo e sendo arrancados. Eu tremia tanto que, se ele viesse a me soltar, não tinha certeza se agüentaria ficar em pé. Isso era muito mais grave do que algumas marcas de dedo ao redor do joelho. Isso era apavorante.”

“Quer saber? Não reparei. Porque estava muito ocupado reparando que minha suposta namorada é uma vagabunda que não consegue parar de se agarrar como o vizinho nem para ir ao meu treino como tinha prometido. Quer dizer, vizinho não, melhor amigo. Porque vizinho faz ela parecer uma puta. Melhor amigo faz parecer só... vagabunda.”

“Mas, antes que conseguisse terminar a frase, ele já tinha se levantado do amplificador, cruzado o quarto e me agarrado pelo pescoço com uma das mãos. Pega de surpresa, fiz um ruído fraquinho com a parte de trás da garganta, mas ele estava apertando forte demais para eu conseguir dizer alguma coisa. Coloquei a mão sobre a sua, mas, antes que conseguisse tirar os dedos do meu pescoço, a outra mão, cerrada em um punho, foi com tudo de encontro ao meu rosto, uma, duas vezes. Após cada um dos golpes, vi clarões de luz e senti uma dor excruciante se espalhando pelo rosto. Dessa vez gritei de verdade.”

“Amedrontada demais para correr. Pasma demais para continuar de pé. Machucada demais para ser corajosa, revoltada, ou qualquer outra coisa além de arrasada.”

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