6 de outubro de 2016

Opinião literária: As Vantagens de Ser Invisível


Oi gente, tudo bem?

Fazia um bom tempo que eu tina o desejo de criar uma coluna destinada aos livros que leio, mas que por alguma razão não posto resenha aqui no blog. Confesso que passei um bom tempo amadurecendo esse projeto e até mesmo pensando se seria ou não uma boa idéia colocá-lo em pratica. Mas como dizia minha mãe: “Mais vale se arrepender de algo que fez e não deu certo do que ficar a vida toda se perguntando e se...”, é com grande prazer que apresento a vocês a coluna Opinião literária

Para iniciar a coluna, escolhi um livro que infelizmente não atendeu minhas expectativas, mas que mesmo assim gostaria muito de falar dele aqui.



Sinopse: Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores, As vantagens de ser invisível – que foi adaptado para os cinemas com Emma Watson, a Hermione de Harry Potter, e Logan Lerman, de Percy Jackson, no elenco – acaba de ganhar nova reimpressão pela Rocco. Livro de estréia do roteirista Stephen Chbosky, o romance, que vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento, está de volta ao topo do ranking do The New York Times impulsionado pela adaptação para a telona.
A mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.




Opinião: Esse livro estava na minha lista de meta literária desde 2014, mas eu sempre vinha de certa forma adiando a leitura, até que finalmente surgiu a oportunidade de lê-lo para um debate literário.

 Nesse livro conhecemos Charlie, um adolescente solitário e depressivo. Sem amigos, ele utiliza de cartas, que escreve em anônimo, para expressar o que sente e o que acontece no seu dia a dia. E é através dessas cartas que o leitor acaba conhecendo um pouco mais sobre Charlie e alguns amigos que surgem ao longo da trama.

Desde o inicio fica claro que Charlie é um garoto com diversos traumas e problemas para se relacionar, e fica claro também o quanto cada um dos personagens ali presentes é essênciais para sua melhora no decorrer da trama.

Não posso negar que apesar de ter fugido do livro por um bom tempo iniciei a leitura com grandes expectativas, até mesmo porque sempre ouvi maravilhas relacionas ao livro, e é com grande pesar que afirmo que infelizmente o livro não atendeu todas as minhas expectativas, muito pelo contrário. Na verdade, eu acho que passei muito tempo esperando que acontecesse algo que de fato me emocionasse, que quando isso não aconteceu, senti como se faltasse alguma coisa, foi como ir a uma festa de aniversario infantil e não comer o brigadeiro.

Acredito que poderia ser um livro excelente, porém senti que o autor se perdeu um pouco, principalmente em questão ao trauma principal do personagem. Na minha humilde opinião, ficou parecendo que ele jogou um trauma desnecessário ali só para emocionar, para alguns isso funcionou perfeitamente, mas para mim ficou forçado, até porque Charlie nutria um carinho muito grande pela pessoa responsável por esse trauma.

Não vou bancar a hipócrita dizendo que o livro não tem seus pontos positivos, a historia de Charlie é de certa forma comovente e apaixonante, em certos momentos desejei conhecê-lo, devido ao coração de ouro que ele possui.

Acredito que cada livro tenha o seu momento certo, e talvez não tenha lido As Vantagens de Ser Invisível no momento correto, mas não posso deixar de indicar a leitura, e dizer que de alguma forma Charlie vai tocar seu coração.

Um comentário:

  1. Oii Aline, tudo bem? Gostei da ideia da coluna! Muito legal. Já li vários livros sobre os quais não escrevi nada no blog. As Vantagens de Ser Invisível é um dos meus livros favoritos da vida, e o Charlie está entre os personagens. Coincidentemente acabei de reler! :D Na época em que li pela primeira vez estava passando por um momento bem difícil, então rolou uma identificação com os problemas que ele enfrenta. Mas é mesmo um livro de certa forma simples, sem nenhum acontecimento realmente surpreendente. Entendo sua opinião :D
    Beijão!!

    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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