25 de junho de 2016

Resenha - Quando os Adams Saíram de Frias

Gleissianne
Título Original: Let’s go play at the Adams
      Tradução: Carmem Ballot
      Editora: Circulo do Livro
      Paginas: 277
Sinopse: Conta a história de Barbara, uma babá norte-americana de 19 anos que se encontra nas mãos de cinco crianças, duas das quais ela foi contratada para cuidar. Era um jogo, que se baseava em maltratá-la, a submetê-la a situações precárias, o jogo chamava-se “Libedade 5”.
À medida em que as crianças começavam a aceitar tal violência como um fato normal, a fantasia transforma-se em horror. A jovem passa a sofrer toda espécie de degradações como fome, tortura e violência sexual. Sua vida agora corre perigo.

Resenha

Barbara é uma bela jovem de 19 anos, universitária, que resolve passar o verão sendo babá de Bobby, 13 anos e Cindy, 10 anos, os filhos dos Adams, que estão aproveitando as férias em uma viagem.
Na semana anterior a volta dos Adams, Barbara acorda amarrada e amordaçada em sua cama. Sem entender muito bem o que está acontecendo, a babá é submetida á uma dieta de sanduíches e refrigerantes, para que ela enfraqueça. A principio Barbara tem uma linha de pensamento compreensiva, mas que pro fim começa a modificar.
As crianças se intitulavam “Liberdade 5”, que além de Bobby e Cindy, o grupo também contava com a participação de seus vizinhos Dianne, Paul e John. E pra eles, tudo não passavam de uma doce brincadeira. E agora, eles capturaram um adulto. Eles não deveriam ter sido capaz de, mesmo com todo o planejamento, por causa desse alicerce convenção social, mas ali estavam eles, em campo aberto , quebrando a lei entre crianças e adultos , e nada estava acontecendo. Eles ignoraram o tabu, e nenhum raio caiu .
Depois de certo tempo as crianças começam a torturá-la, cada uma a sua maneira.
As crianças possuem personalidades bem distintas, mas o único que se relava um verdadeiro psicopata é Paul,13 anos.
Dizem que dá para notar os primeiros sinais de um psicopata em potencial logo na infância. E o que o narrado nos mostra é uma criança perturbada, com sérios problemas psiquiátricos. E ele tenta o tempo todo causar grandes torturas mentais e corporais. Já sua irmã Dianne, 17 anos, é a mais velha do grupo e a mentora. Todos procuram a opinião dela, antes de fazer qualquer coisa. Ela é uma garota muito fria e calculista, em alguns momentos na narrativa chegava mostrar ser amável com Barbara, mas não se engane ela tem um toque cruel.
John, 16 anos, é um rapaz descobrindo a sexualidade e vê em Barbara seu instrumento de descoberta. Em algumas cenas a gente ate percebe ate uma “clima” entre eles, porem isso não faz ajudar Barbara a fugir.
Bobby, 13 anos, em certo tempo começa a se arrepender, mas sua bondade não é maior do que a obediência que tem com o grupo.
Cindy, 10 anos, é a mais nova no grupo, uma criança mimada e vulnerável, que vai pela cabeça dos outros e que também possui seu lado cruel.
A criança nem tem o caráter formado ainda, não tem noção alguma de maldade, mas a maldade está ali. E quando mais avançamos na historia mais obscura e perturbadora ficam as cenas.
O livro é bom, e a narrativa vai te prendendo, e a todo o momento ficamos torcendo que a Barbara consiga de alguma forma se libertar. A obra é narrada pelo ponto de vista de Barbara, o que me deixou ainda mais angustiada em certas cenas, por que só descobrimos o que eles farão quando já estão torturando. Confesso que chorei em certos momentos, a boca ficava seca e o medo sempre presente, por que nunca sabia o que ia acontecer nas próximas cenas.
Se vocês gostam de livros perturbadores, esse é uma ótima perdida. Porém, se não tiver estômago, nem leiam, por que realmente tem algumas cenas fortes.
Curiosidade
Dizem que a história é baseada no caso real de Sylvia Likens (garota torturada por Gertrude, os filhos e outras crianças da vizinhança), mas isso está mais para uma inspiração, já que o liberdade 5 era anti adultos. Alias, dizem que o autor é na verdade o Bobby. (Será?) 







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