27 de fevereiro de 2016

Resenha: Um perfeito cavalheiro


Ano: 2014
Número de páginas: 304
Editora Arqueiro
Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.



Resenha: Um perfeito cavalheiro conta a história de Sophie Beckett, a filha do riquíssimo conde Gunningworth que... mas, esperem. É mais um romance da Julia Quinn com uma moça rica prestes a ser apresentada à sociedade e conhecer o homem dos sonhos? Não, leitores, não se enganem. A autora mantém somente o estilo de época, mas as histórias da série Os Bridgertons nunca são iguais.

Sophie, quando ainda era bebê, foi deixada nas escadas da mansão do conde Gunningworth com apenas um bilhete, cuja mensagem era sobre a morte da mãe da menina. O conde ficou horas olhando para aquele papel sem tomar alguma decisão, até que chamou um dos criados e disse que aquela era a filha de um amigo que morrera, ordenando, em seguida, que arrumassem para Sophie um quarto na ala infantil. Entretanto, toda a criadagem já sabia a verdade: aqueles cabelos loiros e os olhos verde-musgo só podiam ter puxado os do conde.

Cheguei a acompanhar muitas resenhas sobre esse livro, até mesmo nas resenhas que fiz sobre os livros 1 e 2 nas semanas anteriores e algumas pessoas perguntaram sobre a "história que a autora fez da Cinderela". Eu fiquei com um pé atrás sobre isso, mas, hoje, quando fui montar os dados para esta resenha, vi que a sinopse do skoob chamava o livro de "releitura de Cinderela"... e o estranhamento só piorou. Mas, pensando melhor, a história pode ser sim considerada uma releitura, pois é bastante parecida, embora tenha um teor adulto que faz muito bem para o enredo.

Até por volta dos 8 anos de Sophie, ela viveu na casa do conde como sua pupila, e tinha um raso contato com o mesmo. Viam-se todas as vezes que o homem voltava dos seus compromissos em Londres e conversavam amenidades por poucos minutos, mandando-a de volta para o quarto minutos depois. Entretanto, o conde decidiu se casar e a situação começou a ficar bem pior, pois Araminta, a então madrasta de Sophie, alimentava um sentimento muito ruim pela criança, o que acabou sendo um espelho para Rosamund, a filha mais velha de Araminta. Apesar disso, Posy, a filha mais nova da mulher, por mais que fosse incentivada pela mãe a odiar Sophie, gostava dela.

Uma personagem que aparece só no início da história, mas é de extremo valor para a mudança na vida de Sophie é a Sra. Gibbson, governanta da casa do conde, que ajudou a menina a se vestir como uma nobre de verdade - sim, como a fada madrinha fez. Sophie conseguiu ir ao seu primeiro baile, já com 20 anos de idade, numa festa a fantasia, na qual encontrou um dos filhos mais bonitos de Violet Bridgerton, assim como os outros três são igualmente bonitos, Benedict. E se apaixonaram... Perdida e incondicionalmente... por apenas duas horas. Afinal, à meia noite, como manda a história, Sophie precisava voltar para casa. Mas diferente de Cinderela, ela não encontrou Benedict no outro dia, ele até foi procurá-la, mas ela continuou presa num cômodo e nenhum ratinho foi ajudá-la. Para piorar a situação da menina, Araminta a expulsou de casa, pois descobriu que a menina fora ao baile da noite passada sem a permissão da madrasta.

Mas, claro, essas são só as 50 primeiras páginas, muitas surpresas acontecem nas próximas 250. Preciso confessar apenas uma: Benedict é o herói de Sophie, três anos depois, livrando-a de um destino nojento e levando-a para trabalhar na casa da mãe dele. Já viram ne? Acredito que vocês tenham achado que isso foi um spoiler, mas não foi. Esse foi só um gostinho para o que os espera na leitura de Um perfeito cavalheiro, sobre o romance de uma bastarda com seus inúmeros sonhos e o mais gentil dos Bridgertons, que gostaria de ser reconhecido como Benedict, e não como o número dois dentre os irmãos.

14 comentários:

  1. Oie,
    Eu estou pensando seriamente em tomar vergonha na cara e ler um romance de época, porque todooos os dias várias resenhas pipocam na minha frente, acho que é uma mensagem do universo para eu ler uehueh. Adorei a resenha.

    Abraços!
    http://lendocomobiel.blogspot.com.br/

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  2. Olá linda,

    Desde que comecei a ler essa série...sem sombra de dúvidas Benedict sempre foi meu pupilo querido! Ele é muito fofo, amoroso, ciumento e atencioso com todos e tenho certeza que como amante é um homem doce e apaixonado.

    Beijos,
    http://poesiaqueencantavida.blogspot.com.br/

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  3. Oi!

    Ouço falarem muito bem dessa série, mas nunca li nenhum dos livros. O duque e eu pertence a essa série também, né? Sempre tive vontade lê-lo primeiro. Parece ser um livro bem parecido com a história da Cinderela mesmo, que legal hahaha

    Ótima resenha :)

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Oiiii

    Adoro recontagem de contos de fadas, e por esse motivo que comprei Um Perfeito Cavalheiro, foi por esse livro que me apaixonei pelos Bridgerton, estou com o coração do chão em saber que falta um livro pra acaba a serie =(

    Bjos

    http://rillismo.blogspot.com.br/

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  6. apesar de gostar de Cinderela, não me senti inclinada a ler Um perfeito cavalheiro, pelas referências ao conto inseridos na história... ando saturada de romances, ainda mais históricos...
    bjs...

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  7. Esse livro da série ainda não tinha visto. São quantos livros ?.
    Bom apesar de todo amor que todo mundo demonstra nos livros da Júlia ( tenho certeza que deve ser uma excelente escritura para quem gosta do gênero que ela escreve) eu não gosto de romances e nem me arrisco com séries extensas assim. Se fosse um romance naus curto, de um livro só eu até me arriscaria....
    Bj
    Camila Bernardini Coelho

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  8. OIIIE
    Muito legal sua resenha mas não tenho curiosidade sobre a leitura e o gênero apesar de estar bem em alta agora né? haha já ouvi falar super bem da autora e que om que curtiu a leitura

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  9. Isa, com o pouco que li aqui já me encantei com Benedict, preciso ler logo essa série porque amo romances de época.
    Amo romances ♥

    Lisossomos

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  10. Olá, achei a história bem interessante, ainda não li nada da autora, mas as diversas resenhas que encontro a respeito dessa série estão aguçando cada vez mais a minha curiosidade.

    Beijokas da Quel ¬¬
    Literaleitura

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  11. Olá!

    Não leio romances de época porque não é meu gênero favorito. Espero que você consiga ler os demais volumes!

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

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  12. Hello!

    Amooo romance de epocas, e obvio que eu já li Julia Quinn.
    Adorei o livro Um perfeito cavalheiro e sua resenha está fofa.
    Gostei mto da Sophie, ela apesar de sofrer mto, se manteve nos seus valores e nao se tornou amante de ninguem.
    Adorei demais e vou resenhar tb.
    Beijos.

    Livros e SushiFacebookInstagramTwitter

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  13. Já estive numa fase que desejei muito essa série, agora não mais. Ouço muitos elogios dos livros e escrita da Julia Quinn.
    Quem sabe mais para frente eu procure por eles...

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  14. Oiii ai como eu amo essa série!!!
    Esse livro é lindo por demais!!! *___*
    Adorei a sua resenha, ela está muito fofa e verdadeira.

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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