Light Grey Pointer Uma vida Literária : Resenha: O último dos canalhas

26 de novembro de 2016

Resenha: O último dos canalhas



Título:
O último dos Canalhas
Autora: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Sinopse: O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Greenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nesse divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.
Resenha: 

Olá pessoal! Antes de começar, preciso dizer o quanto senti falta do Uma Vida Literária, e agradecer a Aline por me deixar sentir essa nostalgia boa que é voltar a escrever para o blog. Perdi um pouco da prática, mas prometo que as próximas resenhas serão melhores... Agora sim posso falar do melhor livro do ano: O último dos canalhas. Acho que é a primeira vez que eu me identifico tanto com a personalidade de uma personagem como me identifiquei com a de Lydia. Eu devo ter dito isso em todas as resenhas que eu já fiz de "Melhores livros", mas dessa vez é de verdade. Lydia vai ficar marcada no meu coração.

Loretta Chase me chama atenção desde O príncipe dos canalhas, foi um livro que estourou no ano passado, e eu fiquei louca pra ler - sou amante dos romances históricos. Não me lembro o porquê de não ter comprado esse, e sim O último dos canalhas, que não é bem uma continuação, mas alguns personagens até aparecem novamente. Eu consegui lê-lo de maneira independente, não tive nenhuma confusão durante a leitura. Sem dúvidas, foi o melhor presente de Natal que eu já me dei, uma pena ter lido quase um ano depois.

Pouco tempo depois de começar a ler, você vai perceber que não é só um romance que dá tudo certo no final, com o herói rico, irresponsável e devasso ou a tradicional mocinha que fica o dia todo em casa, lendo livros, aprendendo mil e uma línguas, tendo discussões com a mãe casamenteira e planejando "com qual vestido irei ao baile de hoje". Não! Finalmente, não! Acreditem, esse livro é tão especialmente diferente que nem tem bailes - eu também estava cansada dos bailes, dez anos de leitura da mesma história. Agora que sabem disso, deem uma chance para o contexto que esse livro tem... 

Lydia Greenville é a mocinha menos tradicional que já conheci, até porque ela representa o ingresso das mulheres na carreira jornalística, coisa que eu ainda não tinha lido nesse gênero. Ela é responsável por colunas de notícias e também pela escrita de capítulos semanais, ou seja, uma história que só pode ser lida semanalmente, um ou, no máximo, dois capítulos publicados no jornal. Lydia conquistou sucesso absoluto com seu modo de narrar e sua criatividade para descrever cenas antes impensadas pelos leitores. Além disso, a personagem tem como essência um lado investigativo, que dá margem para a autora tratar questões sociais como prostituição, aborto e abandono familiar, assuntos que ela consegue expor autenticamente. Com toda essa preocupação e, o mais importante, participação de Lydia na sociedade, me parece um pouco redundante falar sobre o pensamento feminista que ela defende de um jeito suave, igualitário e sem desfazer da ideia de que não são só as mulheres que sofrem com a opressão social; é uma mulher que nasceu à frente do tempo. 

Já Vere é sim um machista como o século manda, deixa claro várias vezes qual é a "utilidade" das mulheres e o quanto são incapazes de pensar. Imagine só a explosão que foi o encontro desse típico machista com Lydia Greenville e toda sua independência... É, nunca li tantas páginas em tão pouco tempo. Lydia despertou Mallory para vida, conseguiu arrancar dele o instinto de amparo às mães solteiras e moças enganadas por uma cortesã bastante ardilosa. Os personagens principalmente se descobrem como dupla, parceiros, se vêem tão envolvidos que é impossível parar de pensar em qual será a próxima aventura, já que nem mesmo o primeiro encontro foi tranquilo.

"- Amor envolve coração e mente; a alma, se você quiser. Estar 'caidinha' indica um estado físico alterado, semelhante ao que é induzido pelo excesso de bebida. Os dois..."

Fica a questão: Lydia vai resistir a Vere? Se não resistir, vai ser capaz de abrir mão de uma carreira bem-sucedida, sua própria casa, seus colegas boêmios, aventuras solitárias nas madrugadas da cidade e sua filosofia de vida independente? Meu conselho é abrirem o coração para Vere Mallory, no fundo ele não é tão pedante... 

3 comentários:

  1. Oii Isa
    Infelizmente dessa vez a obra não despertou tanto meu interesse querida, mas fico feliz que tenha gostado do livro e sua resenha ficou demais!
    Beijinhos da Morgs!

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  2. Eu estou super curiosa com os livros da Loretta... Mas de todos, esse é o que menos chama a minha atenção (talvez pela capa já que é a que menos gosto).
    Ler sua resenha me fez pensar em dar uma nova chance para esse livro, afinal, nem tudo é capa e essa nem está feia - eu só acho as outras mais bonitas....rs
    Tão bom quando um personagem nos conquista e a gente fica nessa sensação de que vai levar ele para sempre com a gente, não é?
    Beijinhos,
    Lica
    http://amoreselivros.com.br

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  3. ja ouvi falar e ele ja esta na minha lista fiz questao ler essa resenha e nao me arrependi vc escreve muito bem parabens
    li a resenha e nao pensei duas vezes em correr para ler mais rapido possivel amei a capa tbm
    bjs

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