11 de novembro de 2016

Resenha: O Que Há de Estranho em Mim

Livro: O Que Há de Estranho em Mim
Autor(a): Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 333
Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.
Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.
Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.


Resenha:

Após ler Se eu ficar eu cheguei a jurar que não leria outro livro da autora, mas eis que surge O que há de estranho em mim com uma pegada totalmente diferente do que eu poderia imaginar.
Nesse livro vamos conhecer Brit uma adolescente que acaba de ser internada em uma clínica psiquiatria pelo pai. Sem saber o real motivo de estar ali, ela se sente por diversos momentos traída e abandonada.

"Fui jogada em uma saleta abafada e a porta foi trancada. Soluçando, esperei que papai caísse na real, visse a grande besteira que estava fazendo e vinhesse me buscar."

Porém a instituição, que aos olhos de seu pai tinha tudo para ser uma boa, utiliza de métodos duvidosos, entre eles colocar as garotas internas em solitárias ou em terapias confrontativas, onde um grupo de garotas se une para humilhar umas as outras. Coisas que faz com que Brit se sinta cada vez pior.
Decidida a não colaborar com o sistema imposto pela clínica, Brit acaba se isolando cada vez mais, e sua única saída acaba se tornando um grupo de quatro garotas, V, Bebe, Martha e Cassie, que logo se tornam amigas e se unem, fazendo o possível para burlar o sistema e se manterem lúcidas.

"O que você quer, o que a Red Rock quer, é me transformar numa espécie de robô (...)"

Logo no início da pra sentir uma certa agonia presente no livro, pois você vê ali garotas sendo psicologicamente abusadas, e também pelo fato de todas estarem ali sem nenhum motivo real.
Dessa forma eu me senti cada vez mais envolvida com a historia e seus personagens. Alguns flashbacks da vida de Brit nos permite conhecer melhor a personagem e também nos leva a entender um pouco a atitude tomada pelo seu pai ao interná-la.

"Sempre dance conforme sua própria música, era o que mamãe costumava dizer para mim."

Um dos pontos mais positivos do livro são os temas abordados, que são totalmente contrários a psicologia, e serve como um grande tapa na cara da  sociedade que tenta colocar todas as pessoas em padrões que deveria ser inexistentes.
O livro é narrado todo em primeira pessoa, o que pra mim tornou a leitura rápida e com algumas surpresas durante a narração. Os personagens apesar de não serem tão bem desenvolvidos quanto eu gostaria, evoluem de forma satisfatória no decorrer da história, fazendo assim que alguns pontos negativos passem despercebidos.
Esse é meu segundo contato com a autora e posso dizer que estou impressionada com o talento da autora, mesmo não tendo gostado do primeiro livro que li dela. O livro trás uma leitura dinâmica e prazerosa, nos deixando com aquele desejo de mais algumas paginas.

Um comentário:

  1. Oi, Aline!
    Recentemente eu li esse livro e, ao contrário de você, não foi uma experiência nem boa e nem ruim.
    Beijos
    Balaio de Babados

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